segunda-feira, 31 de maio de 2021

Oportunidade de emprego: Instituto Tomie Ohtake - Cósmicas

 

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sobre fundo azul marinho, em azul claro "OPORTUNIDADES DE EMPREGO". Em seguida "@GUERREIROSDAINCLUSAO”. Abaixo ilustração de mulher negra sentada diante de uma mesa, faz anotações em um papel. Ela mira a tela do computador à sua frente.

O #IGI verificou!

O INSTITUTO TOMIE OHTAKE está com inscrições abertas para o CÓSMICAS – programa de lideranças femininas makro.

Cósmicas é uma jornada de aprendizagem coletiva e gratuita voltada prioritariamente a meninas e mulheres que vivem na periferia das cidades, negras, indígenas, trans, com deficiência e em situação de vulnerabilidade, de 14 a 21 anos, que inclui encontros e experiências virtuais ligadas a temas como ARTE, CULTURA, DIREITOS HUMANOS, ANCESTRALIDADE, GÊNERO, RAÇA, SAÚDE DA MULHER, GASTRONOMIA, EMPREENDEDORISMO, entre outros, orientadas por mais de 30 mulheres inspiradoras.

O programa busca promover autonomia, articulação e autoconhecimento para a formação de meninas e mulheres que protagonizem suas histórias e liderem seu próprio futuro.

As vagas são destinadas a residentes das seguintes cidades: Bauru, Campinas, Franca, Guarulhos, Marília, Mogi das Cruzes, Osasco, Piracicaba, Praia Grande, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Bernardo, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba e Taubaté.

Acesse: Cósmicas e se inscreva até o dia 5 de junho!.

Acompanhe pelo Instagram: @cosmicas.tomieohtake

terça-feira, 25 de maio de 2021

26 de maio - Dia Nacional de Combate ao Glaucoma: o que precisamos saber sobre a doença

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sobre fundo bege, desenho de um olho. Abaixo "Dia 26 de maio - Dia Nacional de Combate ao Glaucoma: o que precisamos saber sobre a doença". Em seguida "@guerreirosdainclusao"


No dia 26 de maio, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. A data foi criada para conscientizar sobre a prevenção e tratamento da doença que é considerada a maior causa de cegueira permanente no mundo, segundo a OMS. 

O glaucoma é uma doença degenerativa que afeta o nervo óptico capaz de causar cegueira, se não for tratada a tempo. Existem inúmeros fatores de risco que favorecem o aparecimento da doença, como idade avançada, hipertensão arterial, miopia elevada e hereditariedade. Por ser uma doença crônica e sem cura, na maioria dos casos é controlada com tratamento adequado e contínuo. Por isso a importância do diagnóstico precoce, diminuindo as chances de perda da visão.

Após o diagnóstico, o tratamento vai desde a utilização de colírios, que baixam a pressão ocular, a cirurgias e ao uso do laser. A melhor maneira de prevenir o glaucoma é consultar um médico oftalmologista pelo menos uma vez por ano. Sendo uma doença crônica e sem cura, ele pode ser controlado com o uso de medicamentos apropriados que normalizam a pressão intra-ocular e impedem que a doença avance provocando a perda da visão.

A doença, também, é um dos principais motivos da cegueira na infância, ocorrendo em 20% dos casos. O diagnóstico do glaucoma infantil deve ser suspeitado pelo pediatra ainda na maternidade, logo após o bebê nascer, por meio do simples Teste do Olhinho.

Segundo dados da Associação Mundial do Glaucoma, o problema abrange cerca de 65 milhões de pessoas no mundo, sendo responsável por 4,5 milhões de ocorrências de perda total de visão. Outra pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Glaucoma, mostrou que 53% dos entrevistados não sabem que o glaucoma pode causar cegueira irreversível, e 41% não sabem nem do que a doença se trata.

Fontes: Drauzio VarellaBiblioteca Virtual em Saúde

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Oportunidade de Emprego: Vaga Analista na Ouvidoria Geral da Fundação Renova (exclusiva para PcD)

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sobre fundo azul marinho, em azul claro "OPORTUNIDADES DE EMPREGO". Em seguida "@GUERREIROSDAINCLUSAO". Abaixo ilustração de mulher negra sentada diante de uma mesa, faz anotações em um papel. Ela mira a tela do computador à sua frente.


O #IGI verificou!

Está aberta vaga para analista na Ouvidoria Geral da Fundação Renova. Trata-se de função de especial responsabilidade, pois irá tratar com os múltiplos assuntos que a Reparação alcança. Temas ligados a proteção social, uso sustentável da terra, qualidade da água, saúde, direitos humanos, enfim, busca-se uma pessoa que tenha capacidade e interesse em lidar com a diversidade temática. 

Mas não apenas a diversidade temática, mas também a diversidade humana, pois a pessoa que buscamos irá tratar diretamente com as demandas das pessoas atingidas, ou seja, as e os principais partícipes e destinatários da Fundação cuja missão é promover a plena Reparação da Barragem de Fundão. Esta profissional escutará sotaque mineiro e capixaba, pois a área de atuação vai da foz do rio Doce até o Município de Mariana, local do rompimento da barragem.

Esta vaga é na Ouvidoria Geral, um canal de recebimento das manifestações, individuais e coletivas, originadas destes territórios e destas pessoas, em busca de uma respeitosa e digna da Reparação e compensação.

São esperadas habilidades de comunicação e capacidade de síntese e reflexão, pois parte do trabalho será fazer o tratamento das manifestações recebidas, bem como elaborar relatórios descritivos e analíticos.  Não há exigência de formação específica, mas sim de formação superior, ao mínimo nesta função. 

São valorizadas experiências de atuação em programas de diálogo, mediação e ouvidoria, mas não é uma exigência. Também a prática tem peso positivo. Não há restrição etária e estimulamos fortemente a diversidade. Remuneração será negociada de acordo com a experiência da candidata.

Inicialmente o trabalho desenvolvido irá ocorrer no modelo teletrabalho, terão prioridades pessoas dos territórios abrangidos e sucessivamente as pessoas da grande Belo Horizonte, mas estimulamos a quem se interessar se inscrever, sejam de que localidade for.

A vaga estará aberta para recebimento de currículos até dia 25 de maio, pelo e-mail  elisangela.ferreira@gruposelpe.com.br onde a pessoa terá a oportunidade de conhecer os procedimentos e documentação exigida.  

Esta é um vaga destinada exclusivamente as pessoas com deficiência (PcD), que além das habilidades descritas irá aportar o desafio da inclusão e igualdade. 

segunda-feira, 17 de maio de 2021

17 de maio - Dia Internacional do Combate a LGBTfobia

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sobre fundo branco, marca d'água de arco-íris em tons pastel.  No canto superior esquerdo "Amor é amor", escrito nas cores do arco-íris. Centralizado, em azul, "17 DE MAIO - DIA MUNDIAL DO COMBATE A LGBTFOBIA".  Ao redor, corações multicoloridos.  Abaixo "@guerreirosdainclusao"

Há 31 anos, neste dia 17 de maio, foi o dia em que a homossexualidade deixou de ser considerada uma patologia pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A partir desse dia, a data passou a ser histórica para o Movimento LGBT no mundo todo. A data reforça a celebração da diversidade e fortalece a luta contra o preconceito.

O sufixo “ismo”, dava característica a orientação como condição relacionada a alguma forma patológica, e desde a retirada desse sufixo, o movimento se mantém em alerta no uso do termo “homossexualidade” em detrimento ao termo “homossexualismo”.

Falar do combate, é falar também sobre as formas de violência que vão além das que estão descritas no código penal brasileiro, como crimes ligados não só a rejeição a relações homoafetivas, mas relacionados a comportamentos horríveis de perversidade que desqualifica o outro, apenas por representar algo fora da heteronormatividade.

No Brasil a contradição é verdadeira, porque da mesma forma que se conquistam direitos, que por muitos anos foram negados para a população LGBTQI+, é notório o crescimento dos números de denúncias que só fazem aumentar diariamente o quadro de violência e descriminação.

Um exemplo difícil de esquecer, da crueldade que o ser humano pode alcançar, é o caso Dandara dos Santos. No dia 15 de fevereiro de 2017, Dandara foi espancada por pelo menos dez pessoas, entre adolescentes e adultos, enquanto uma plateia que assistia filmava o crime, em plena luz do dia, ninguém tentou impedir a agressão que terminaria em sua morte. O caso causou indignação no país inteiro e foi mostrado até no exterior. O Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo.

De acordo com o Grupo Gay da Bahia (GGB), a cada 19 horas uma pessoa LGBT é morta no país. Segundo a “Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (ILGA)”, o Brasil ocupa o primeiro lugar nas Américas em quantidades de homicídios de pessoas LGBT.

Em 2021, mesmo lutando contra o covid-19, a data não perde sua importância. O que não falta são métodos para se educar, além de que todos merecem respeito independente da orientação sexual. Não precisa ser LGBT para ser um aliado ao movimento. 

Fontes: ANFO PovoCarta Capital

quinta-feira, 13 de maio de 2021

A escravidão realmente acabou?

 

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sob fundo preto, contorno branco circulando: "A escravidão realmente acabou? 133 anos após a Lei Áurea", escrito em letras brancas. Abaixo, a direita, "@guerreirosdainclusao"

No dia 13 de maio de 1888, uma mulher branca, europeia, protagonizaria a história da luta negra no Brasil. Por muito tempo a história nos ensinou que a Princesa Isabel acabou com a escravidão. Mas será que acabou mesmo? Passaram-se 133 anos da Lei Áurea, e ainda convivemos com práticas e condições de trabalho que vão contra a dignidade humana.

Essas práticas assumem diversas formas, como a servidão por dívidas, o alojamento em ambiente em condições degradantes, o confinamento no espaço de trabalho e proibição de livre deslocamento, o castigo físico, entre outras práticas desumanas.

Segundo o Ministério da Economia, entre 1995 e 2020, no Brasil, mais de 55 mil pessoas foram libertadas de condições de trabalho análogas à escravidão. São, em sua maioria, migrantes principalmente do Norte e Nordeste do país, ou imigrantes e refugiados que deixaram suas casas em busca de novas oportunidades e são absorvidos pela construção civil, indústria têxtil e monoculturas como a cana-de-açúcar.

O ano de 2020 e a pandemia do Covid-19 agravaram ainda mais as desigualdades e violações, principalmente com relação aos imigrantes ilegais e refugiados. A começar pela própria doença, pois ainda não existem dados precisos do quanto esse grupo foi afetado pelo vírus, uma vez que a nacionalidade não é um dos itens obrigatórios de preenchimento da declaração de óbito e do documento de autorização de internação hospitalar.

A situação foi denunciada por médicos e especialistas, pois impedia que os estrangeiros fossem incluídos nos planos nacionais de resposta a emergências da covid-19 no Brasil. Em maio de 2020 foi feita a inclusão da população migrante nos planos de prevenção e enfrentamento à doença por uma recomendação do Relator Especial sobre os Direitos Humanos dos Migrantes da ONU.

Em outubro surgiram as primeiras respostas. A partir de dados sobre Mortalidade, o Ministério da Saúde chegou a 2950 notificações de infecções pela covid-19 em estrangeiros até o final de julho de 2020.

Uma outra questão precisa ser evidenciada: em outubro, um levantamento organizado pela Repórter Brasil, a partir dos registros de fiscalizações do Ministério da Economia, revelou que 93,1% das mulheres resgatadas de situações de trabalho análogo à escravidão na capital paulista são imigrantes.

A pandemia confinou as famílias ainda mais nas oficinas, trabalhando por mais de 14h por dia e recebendo menos que um salário-mínimo. Uma investigação da Folha de São Paulo mostrou que costureiras imigrantes estavam recebendo até R$0,05 por máscara confeccionada.

Se o trabalho em condições análogas à escravidão era comum antes da pandemia, a queda da economia e a demanda intensiva de produção de proteção, como as máscaras, aumentou ainda mais a já precarizada massa de trabalhadores imigrantes, com consequências ainda mais graves para os que estão em situação ilegal.

O Disque 100 é um serviço que deve ser acionado caso se tenha conhecimento ou seja vítima de trabalho em condições análogas à de escravidão. É mantido pelo Governo Federal e que recebe, analisa e encaminha denúncias de violações de direitos humanos aos órgãos de proteção. Funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer telefone, fixo ou móvel.

Além de denunciar os casos, é necessária ir além sobre a situação dos migrantes no Brasil. Inclusive os que se encontram no país em condições ilegais e os refugiados, situações de vulnerabilidade extrema. Segundo a OIT Brasília, as trabalhadoras e os trabalhadores libertados, em sua maioria, deixaram suas casas para regiões de expansão agropecuária ou para grandes centros urbanos, em busca de oportunidades ou atraídos por falsas promessas. Retirá-los da situação de escravidão, mas sem estruturar ações inclusivas e que contribuam para o seu recomeço é enfrentar apenas parte do problema.

Fontes: HypenessBrasil de fatoILO

terça-feira, 11 de maio de 2021

A importância da diversidade nas empresas



Nos últimos anos, a discussão sobre inclusão e diversidade no ambiente de trabalho cresceu intensamente. Há bem mais sensibilidade para o tema, mas ainda estamos longe de ver proporcionalidade entre os quadros de pessoal das empresas e a pluralidade da sociedade brasileira. Segundo o IBGE, as pessoas negras representam mais da metade da população (56%), mas ocupam menos de 30% dos cargos de liderança em seus locais de trabalho.

Nas grandes corporações, o retrato se mostra ainda mais desigual. De acordo com uma pesquisa do Instituto Ethos com as 500 maiores empresas do Brasil, os executivos negros estão à frente de menos de 5% das posições de chefia, é ainda mais preocupante quando vamos ver a porcentagem de mulheres negras nessas posições de poder: somente 0,4% dos cargos gerenciais dessas companhias.

O enfrentamento ao racismo nas empresas precisa passar por ações afirmativas que tenham por objetivo diminuir a desigualdade e incluir profissionalmente grupos que são discriminados e excluídos das oportunidades há gerações. Tratam-se dos programas, políticas e projetos de inclusão, que buscam potencializar a força de trabalho diversa, aumentando as chances das pessoas, lamentavelmente, segregadas e que caminham a margem das oportunidades . 

A Coca-Cola, reconhecida por promover ações contra a desigualdade racial, convidou seus funcionários a dialogar sobre equidade racial no ano passado. Entre as iniciativas está a criação de um grupo de Inclusão Racial dentro do Comitê de Diversidade da empresa. A meta é fazer a Coca-Cola Brasil refletir o mercado em que está inserida, promovendo um ambiente de trabalho inclusivo, com oportunidades de crescimento pessoal e profissional para todas as pessoas. 

Em um ambiente empresarial no qual se respeita as diferenças, é comprovada a redução dos conflitos, é nítida a maior capacidade de resiliência e de superação de obstáculos . Uma pesquisa da Harvard Business revela que os conflitos são reduzidos em até 50% em relação às organizações que não investem em diversidade.

Valorizando as diferenças, há melhorias no clima organizacional, os colaboradores ficam mais criativos e liberam seus potenciais. Ainda segundo a pesquisa da Harvard Business, empresas nas quais o ambiente de diversidade é reconhecido, os funcionários estão 17% mais engajados e dispostos a irem além das suas responsabilidades. 

Então, empresas que investem fortemente em uma equipe multidisciplinar, principalmente em um país onde há uma multiplicidade de raças, religiões, etnias etc. cumprem seu papel social, incentivando uma sociedade mais igualitária.


Fontes: BússolaVagasSolides