terça-feira, 27 de julho de 2021

24 de julho - Aniversário da Lei de Cotas

 

Descrição da Imagem #ParaTodesVerem - sobre fundo branco, em rosa "24 de julho". Abaixo ilustração de mulher negra. Ela usa coque e veste roupas em tons roxo e lilás. Segura placa o de se lê "Aniversário da Lei de Cotas". No canto inferior esquerdo, a logo do Instituto Guerreiros da Inclusão.

Em 2021, a Lei de Cotas fez 30 anos. 

Essa lei estabelece que empresas com 100 ou mais empregados precisam reservar de 2% a 5% de suas vagas para contratar pessoas com deficiência.

É importante mencionar que o que denominamos "lei", em verdade é o artigo 94 da Lei n.º 8.213, de 24 de julho de 1991 - o Plano de Benefícios da Previdência Social.

A Lei de Cotas é um exemplo de ação afirmativa; uma política social. Cotas podem ser públicas ou privadas; facultativas ou obrigatórias; e não são permanentes, durante o tempo necessário para que haja a compensação histórica e o reconhecimento desse grupo de pessoas.  

Ainda estamos longe de considerar o mercado de trabalho inclusivo para as pessoas com deficiência e demais grupos de diversidade, que encontram muitos obstáculos para sua plena realização profissional. Mas, sim, já temos a comemorar.  

O Decreto Regulamentador da Lei de Cotas (Decreto n.º 3.298) é de 20 de dezembro de 1999.  E por isso a partir de 2000 vimos muitas ações, campanhas e medidas para estimular a contratação dessas pessoas.   

Em 2000, os relatórios do Ministério do Trabalho e Emprego informavam que 2,3 milhões pessoas com deficiência estavam empregadas formalmente no país. Em 2018, esse número passou para 486 milhões de pessoas, o que significa um crescimento de mais de 2000%.

As ações afirmativas para pessoas com deficiência no mercado de trabalho ainda estão longe de terem cumprido seu papel e serem consideradas desnecessárias.  Mas não há mais dúvida que elas são importantes e que são um mecanismo que nos levarão ao que almejamos: à verdadeira inclusão e à igualdade de oportunidades.

Texto de Rita Mendonça, presidenta do IGI

quarta-feira, 14 de julho de 2021

Oportunidade: Comprometidos com os Oceanos e o Meio Ambiente

 

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sobre fundo azul marinho, em azul claro "OPORTUNIDADES". Em seguida "@GUERREIROSDAINCLUSAO”. Abaixo ilustração de mulher negra sentada diante de uma mesa, faz anotações em um papel. Ela mira a tela do computador à sua frente.

Você trabalha ou tem projetos na área ambiental (qualquer frente)? Tem de 18 a 29 anos? Se você preenche esses requisitos, além de viver na América Latina ou Caribe, o programa Comprometidos com os Oceanos e o Meio Ambiente é para você!

A Comprometidos e a National Geographic oferecerão mentorias onlines e webinars com mentores da Universidade de San Andrés (ARG), para aprimorar suas ideias e respostas aos desafios que os oceanos e o meio ambiente apresentam.

Terá, também, um prêmio de 2 mil dólares para as três melhores propostas, além de uma formação única em empreendedorismo para 6 projetos nas datas 7 a 14 de outubro.

O tempo para inscrever sua ideia vai até 18 de julho.

Confira mais no site oficial do programa clicando aqui.


sexta-feira, 9 de julho de 2021

Dica Cultural da Semana: Laura Dean vive terminando comigo

 

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sobre fundo roxo, em letras vazadas, repetido 5 vezes "DICA CULTURAL DA SEMANA". Na última, a letra negritada. Em seguida, ilustração de barra de carregamento escrito "LOADING (carregando em inglês)". Ao final, "@GUERREIROSDAINCLUSAO"

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - Sobre fundo lilás, acima, uma pincelada em degradê (azul, roxo e rosa), e por cima escrito "LAURA DEAN VIVE TERMINANDO COMIGO".  Abaixo uma foto da capa do livro. Ao final, "@GUERREIROSDAINCLUSAO"


SinopseFreddy Riley só quer que Laura Dean pare de terminar com ela. O dia em que começaram a namorar foi o melhor de sua vida, mas agora parece apenas uma lembrança distante. Laura Dean é popular, engraçada e MUITO LINDA… mas também pode ser insensível e bem cruel. O relacionamento cheio de idas e vindas deixa Freddy desnorteada, e seus amigos não entendem por que ela sempre aceita reatar. A situação se mostra cada vez mais insustentável: o coração de Freddy está se despedaçando em câmera lenta, e ela corre o risco de perder a melhor amiga junto com o que resta de sua autoestima. Mas, quando Freddy se consulta com uma misteriosa vidente, recebe um conselho capaz de mudar essa história para sempre. A HQ foi vencedora de 3 Eisner Awards em 2020.


Com lindas ilustrações, a graphic novel retrata muito bem a intensidade dos sentimentos da adolescência, com uma trama que tem um objetivo simples e direto, acompanhar o desenrolar do relacionamento abusivo entre Freddy e Laura Dean. O desenvolvimento da personagem principal cresce com o passar das páginas.

A obra carrega alguns temas sensíveis, mas que as discussões são válidas e importante. Além do relacionamento abusivo, podemos ver assuntos como LGBTfobia, aborto, relação entre pais e filhos e outros assuntos presentes da juventude.

As ilustrações trazem uma incrível harmonia entre o branco, cinza e preto, além dos destaques em rosa, que acompanham e constroem o clima da história. 

Laura Dean vive terminando comigo é uma leitura importante, que traz reflexões sobre a vida real e sobre a realidade de muitos jovens. 


quarta-feira, 7 de julho de 2021

Julho amarelo: mês de luta contra as hepatites virais

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sob fundo amarelo, vários elementos gráficos, no estilo de rabiscos, linhas, ondas e pontilhados amarelos, brancos e pretos. Ao centro, em preto, "JULHO AMARELO" e segue "mês de luta contra as hepatites virais". No canto inferior direto, a logo do Instituto Guerreiros da Inclusão.


 A campanha “Julho Amarelo” é voltada para a sensibilização das hepatites virais. Esse conjunto de doenças, que trazem algumas variações, atacam principalmente o fígado e podem provocar consequências graves como como cirrose, câncer e até a morte.

De acordo com o Ministério da Saúde, três milhões de brasileiros estão infectados pela hepatite C, mas não sabem que têm o vírus. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que cerca de 3% da população mundial, seja portadora de hepatite C crônica.

Tipos – Cinco são os tipos mais comuns de hepatites virais (A,B,C,D e E) e no caso a hepatite B, já há vacina disponível nos postos de saúde para pessoas de até 50 anos de idade. Além destes tipos são registrados ainda dois outros: o F que apesar de estudos recentes não terem configurado sua existência, sendo portanto descartado, mas não eliminado da literatura médica, e o tipo G.

– Hepatite A, que tem o maior número de casos, está diretamente relacionada às condições de saneamento básico e de higiene. É uma infecção leve e que se cura com cuidados simples. Existe vacina.

– Hepatite B, o segundo tipo com maior incidência, atinge maior proporção de transmissão por via sexual e contato sanguíneo. A melhor forma de prevenção para a hepatite B é a vacina, associada ao uso do preservativo.

– Hepatite C, tem como principal forma de transmissão o contato com sangue. É considerada a maior epidemia da humanidade hoje, cinco vezes superior à AIDS/HIV. A hepatite C é a principal causa de transplantes de fígado. Não tem vacina. A doença pode causar cirrose, câncer de fígado e morte.

 Hepatite D, causada pelo vírus da hepatite D (VHD) ocorre apenas em pacientes infectados pelo vírus da hepatite B. A vacinação contra a hepatite B também protege de uma infecção com a hepatite D.

– Hepatite E, causada pelo vírus da hepatite E (VHE) e transmitida por via digestiva (transmissão fecal-oral), provocando grandes epidemias em certas regiões. A hepatite E não se torna crônica, porém, mulheres grávidas que foram infectadas pelo vírus da hepatite E podem apresentar formas mais graves da doença.

– Hepatite F, relatos recentes demonstram que não se confirmou a identificação do vírus da hepatite F (VHF), portanto este tipo de hepatite, segundo a Organização Mundial de Saúde pode ser desconsiderado.

– Hepatite G, o vírus da hepatite G (VHG), também conhecido como GBV-C é transmitido através do sangue, sendo comum entre usuários de drogas endovenosas e receptores de transfusões. O vírus G também pode ser transmitido durante a gravidez e por via sexual. É frequentemente encontrado em co-infecção com outros vírus, como o da hepatite C (VHC), da hepatite B (VHB) e da Aids (HIV).

Formas de contágio:

As hepatites virais podem ser transmitidas pelo contágio fecal-oral, especialmente em locais com condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos; pela relação sexual desprotegida; pelo contato com sangue contaminado, através do compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos perfuro-cortantes; da mãe para o filho durante a gravidez (transmissão vertical), e por meio de transfusão de sangue ou hemoderivados.

O contágio via transfusão de sangue já foi muito comum no passado, mas, atualmente é considerado raro, tendo em vista o maior controle e a melhoria das tecnologias de triagem de doadores, além da utilização de sistemas de controle de qualidade mais eficientes.

No Brasil, as hepatites virais mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos frequente no Brasil.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece tratamento para todos os tipos de hepatite, independentemente do grau de lesão do fígado.

A falta do conhecimento da existência da doença é o grande desafio, por isso, a recomendação é que todas as pessoas com mais de 45 anos de idade façam o teste, gratuitamente, em qualquer posto de saúde e, em caso de resultado positivo, façam o tratamento que está disponível na rede pública de saúde.

Prevenção da hepatite A:

– a vacina contra a hepatite A é altamente eficaz e segura e é a principal medida de prevenção;
– lavar as mãos com frequência, especialmente após o uso do sanitário, trocar fraldas e antes do preparo de alimentos;
– utilizar água tratada, clorada ou fervida, para lavar os alimentos que são consumidos crus, deixando-os de molho por 30 minutos;
– cozinhar bem os alimentos antes de consumi-los, principalmente mariscos, frutos do mar e peixes;
– lavar adequadamente pratos, copos, talheres e mamadeiras;
– usar instalações sanitárias;
– no caso de creches, pré-escolas, lanchonetes, restaurantes e instituições fechadas, adotar medidas rigorosas de higiene, tais como a desinfecção de objetos, bancadas e chão, utilizando hipoclorito de sódio a 2,5% ou água sanitária;
– não tomar banho ou brincar perto de valões, riachos, chafarizes, enchentes ou próximo de onde haja esgoto;
– evitar a construção de fossas próximas a poços e nascentes de rios;
– usar preservativos e higienizar as mãos, genitália, períneo e região anal, antes e após as relações sexuais.

Prevenção da hepatite B:

a vacina é a principal medida de prevenção contra a hepatite B, sendo extremamente eficaz e segura; usar preservativo em todas as relações sexuais; não compartilhar objetos de uso pessoal, tais como lâminas de barbear e depilar, escovas de dente, material de manicure e pedicure, seringas, confecção de tatuagem e colocação de piercings.  A testagem das mulheres grávidas ou com intenção de engravidar também é fundamental para prevenir a transmissão de mãe para o bebê. A profilaxia para a criança após o nascimento reduz drasticamente o risco de transmissão vertical.

Prevenção da hepatite C:

Não existe vacina contra a hepatite C. Para evitar a infecção é importante:

não compartilhar com outras pessoas qualquer objeto que possa ter entrado em contato com sangue (seringas, agulhas, alicates, escova de dente, etc); usar preservativo nas relações sexuais; não compartilhar quaisquer objetos utilizados para o uso de drogas; toda mulher grávida precisa fazer no pré-natal os exames para detectar as hepatites B e C, HIV e sífilis. Em caso de resultado positivo, é necessário seguir todas as recomendações médicas. O tratamento da hepatite C não está indicado para gestantes, mas após o parto a mulher deverá ser tratada.

Prevenção da hepatite D:

A hepatite D ocorre em pacientes infectados com o tipo B, portanto, a vacina contra a hepatite B, protege contra o tipo D, também.

Prevenção da hepatite E:

A melhor forma de evitar a doença é melhorando as condições de saneamento básico e de higiene, tais como as medidas para prevenir a hepatite do tipo A.

O alerta dos órgãos de saúde pública é para que a prevenção se torne um hábito, principalmente para evitar que a doença evolua para uma situação mais grave pela falta de diagnóstico ou diagnóstico tardio, quando a doença já está em estado avançado.