O Dia da Visibilidade Trans é um momento de reconhecimento, memória e mobilização. Mais do que celebrar existências, a data convida à reflexão sobre direitos, dignidade e justiça social para pessoas trans e travestis.
Ao relembrar a trajetória de Marsha P. Johnson, uma das figuras mais importantes da história do movimento LGBTQIA+, reafirmamos que a luta por visibilidade sempre esteve conectada ao cuidado coletivo, à resistência política e à defesa das vidas mais marginalizadas.
Quem foi Marsha P. Johnson?
Marsha P. Johnson foi uma mulher trans negra, ativista e artista que viveu em Nova York entre as décadas de 1960 e 1990. Em um contexto marcado pela violência policial, racismo, transfobia e exclusão social, Marsha se tornou uma liderança fundamental na luta por direitos civis da população LGBTQIA+.
Ela esteve presente na Revolta de Stonewall, em 1969, episódio considerado um marco histórico do movimento moderno por direitos LGBTQIA+. A partir dali, Marsha passou a atuar de forma ainda mais organizada, defendendo especialmente jovens LGBTQIA+ em situação de rua, pessoas trans e travestis.
Cuidado coletivo como forma de resistência
Ao lado de Sylvia Rivera, Marsha cofundou a Street Transvestite Action Revolutionaries (STAR), uma organização criada para oferecer abrigo, alimentação e apoio a jovens trans e drag queens expulsos de casa.
A STAR foi um exemplo pioneiro de cuidado comunitário, mostrando que a luta por direitos vai além de protestos: ela também se constrói no acolhimento, na solidariedade e na criação de redes de proteção para quem mais precisa.
Marsha defendia que não existe orgulho real enquanto pessoas trans continuam vivendo à margem da sociedade.
Por que falar de Marsha hoje?
Décadas depois de sua morte, o legado de Marsha P. Johnson segue atual. Pessoas trans ainda enfrentam altos índices de violência, dificuldades de acesso à saúde, educação, trabalho e moradia.
Falar de Marsha hoje é reconhecer que a visibilidade trans não pode ser apenas simbólica. Ela precisa estar acompanhada de políticas públicas, ações concretas e compromisso social.
É também lembrar que o movimento LGBTQIA+ foi construído, em grande parte, por pessoas trans, negras e pobres, cujas histórias muitas vezes são apagadas.
A Marsha Trans no Brasil: um legado que atravessa fronteiras
Inspirada na trajetória de Marsha P. Johnson, a Marsha Trans surgiu no Brasil como uma importante articulação política e social em defesa dos direitos das pessoas trans.
Realizada em Brasília, a Marsha Trans reúne ativistas, organizações e movimentos sociais para dialogar com o poder público, denunciar violações de direitos e fortalecer a luta por um Brasil sem transfobia.
A mobilização reforça que a visibilidade trans também é participação política, construção coletiva e disputa por espaços de decisão.
Visibilidade trans é compromisso com a vida
Celebrar o Dia da Visibilidade Trans é reafirmar que pessoas trans têm direito a existir com dignidade, segurança e respeito. É reconhecer histórias de luta, mas também exigir mudanças estruturais que garantam igualdade de oportunidades.
Para o Instituto Guerreiros da Inclusão, a visibilidade está diretamente ligada à promoção dos direitos humanos, ao enfrentamento das desigualdades e à construção de uma sociedade mais justa e diversa.
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