terça-feira, 31 de agosto de 2021

Oportunidade: Grupo de cuidado Psicossocial para Jovens Ativistas

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sobre fundo azul marinho, em azul claro "OPORTUNIDADES". Em seguida "@GUERREIROSDAINCLUSAO”. Abaixo ilustração de mulher negra sentada diante de uma mesa, faz anotações em um papel. Ela mira a tela do computador à sua frente.


 O #IGI verificou!

Se você é  jovem ativista, militante de direitos humanos, faz parte de movimentos sociais ou participa de organizações sociais e têm o desejo de cuidar de sua saúde mental desafiada pelas atividades que exerce, ter um espaço de troca e diálogo com outros jovens que tenham experiências semelhantes com a sua. Os encontros serão todas as quartas-feiras no zoom ás 16h! Para se inscrever é só acessar o link!


terça-feira, 24 de agosto de 2021

5 dados sobre a intolerância religiosa no Brasil

 

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - Sob fundo branco, escrito em laranja e azul, ao centro, "5 dados sobre a intolerância religiosa no Brasil", abaixo "@guerreirosdainclusao".

O debate sobre a intolerância religiosa não é atual. Nos últimos 400 anos, os debates amadureceram filosoficamente, se expandindo para o mundo jurídico.  No Brasil, quando da promulgação da Constituição Cidadã, em 1988, a liberdade religiosa tornou-se um direito fundamental consagrado pelo Estado, sendo a sua violação passível de crime. O art. 5º, inciso VI, do documento afirma que “é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias”. 

Apesar de toda construção de liberdade religiosa, os crimes contra esse mesmo direito vem aumentando nos últimos tempos.

Após os atentados as torres gêmeas, em 2001, e as guerras do Afeganistão e Iraque, os ataques aos mulçumanos passaram a ocorrer em larga escala. A islamofobia tornou-se prática da cultura de países como Estados Unidos, Alemanha, França e Inglaterra. 

No Brasil, a intolerância religiosa aumentou desde as eleições de 2018, tendo um forte crescimento durante a pandemia. Os adeptos das religiões de matriz africana, maiores vítimas de intolerância no país, passaram a sofrer mais ataques, segundo relatórios oficiais. 

1. Para o Conselho Regional de Serviço Social de São Paulo (CRESS-SP), o racismo é o principal problema a ser enfrentado no combate à intolerância religiosa no país.
2. Em todo o ano de 2020, foram registradas 245 denúncias de atos discriminatórios contra praticantes de religiões de matriz africana.
3. Os casos são registrados via Disque 100, número de telefone do governo criado em 2011, que funciona 24 horas por dia para receber denúncias de violações de direitos humanos. Entre 2015 e o primeiro semestre de 2019, foram 2.722 casos de intolerância religiosa – uma média de 50 por mês.
4. O Rio de Janeiro registrou, ao longo de 2020, 1.355 registros de ocorrências de crimes que podem estar associados à intolerância religiosa. Esse número foi divulgado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), responsável por consolidar a estatística criminal do estado. Esse número é bem próximo de 13788 casos registrados.
5. As denúncias de casos relacionados à intolerância religiosa, destinadas à Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos (ONDH), pelo Disque 100, aumentaram 41,2% no primeiro semestre de 2020 em relação ao mesmo período de 2019. Se comparado ao mesmo período de 2018, as denúncias aumentaram 136%, segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH)

No dia 21 de janeiro é celebrado o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, instituído pela lei 11.635 em homenagem à Mãe Gilda, Iyalorixá vítima de intolerância religiosa em 1999.
Em 2019, a ONU declarou que o dia 22 de agosto passaria a ser recordado como Dia Internacional em Memória das Vítimas de Atos de Violência baseados em Religião ou Crença. 

De acordo com a Constituição Federal, o Brasil é um Estado laico e que prega a desagregação da religião nos atos governamentais. E mesmo sendo inviolável a liberdade de crença, podemos ver o grande crescimento da relação do Estado com valores evangélicos. 

É necessária a reafirmação do estado laico, garantindo que a liberdade de crença e seu exercício, além da preservação e proteção dos locais de culto.

terça-feira, 17 de agosto de 2021

Agosto Laranja

 

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sob fundo amarelo, vários elementos gráficos, no estilo de rabiscos, linhas, ondas e pontilhados laranjas, brancos e pretos. Ao centro, em preto, "AGOSTO LARANJA" e segue "mês de conscientização e combate à esclerose múltipla". No canto inferior direto, a logo do Instituto Guerreiros da Inclusão.

Desde 2006, 30 de agosto é o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla (EM). Este mês passou a ser considerado um importante período para a conscientização em relação à doença e às privações dos seus portadores em todo o país, passando a ser chamado de Agosto Laranja. Hoje, a é a doença neurológica que mais afeta jovens adultos no mundo, sendo na sua maioria mulheres.

A intenção da Campanha é chamar a atenção para a doença que, mesmo rara, atinge uma média de 35 mil pessoas no Brasil e 2,5 milhões em todo o mundo, e ainda assim é desconhecida por cerca de 80% da população. 

O que é e esclerose múltipla?

A EM é uma doença autoimune crônica do sistema nervoso central, do cérebro e da medula espinha, na qual há destruição do tecido protetor, chamado mielina (que envolve as fibras nervosas), impedindo ou alterando a transmissão das mensagens do cérebro para as diversas partes do corpo.

Os sintomas da doença são variados e dependem da parte do sistema nervoso que foi afetada. Entre os mais comuns, estão fraqueza, distúrbios de equilíbrio, entorpecimento, transtornos visuais, tremores, vertigens, sensação de rigidez dos membros, fadiga, problemas na fala, no intestino e alterações na bexiga.

Quais são as causas?

As causas exatas da esclerose múltipla ainda são desconhecidas, o que faz com o que o diagnóstico precoce seja ainda mais importante. Estudos indicam que pode haver relações entre genética, o ambiente em que a pessoa vive e até mesmo o vírus, como o da mononucleose e o da herpes. 

Quem pode ser afetado pela doença?

O grupo de risco é estabelecido: mulheres tem mais propensão a desenvolver a doença. Apesar de poder acontecer em qualquer fase da vida, a população mais atingida costuma ter entre 20 e 40 anos. A idade média de diagnóstico é 30 anos. 

E o tratamento?

Diagnosticar a EM precocemente faz a diferença. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maior a chance de modificar o curso natural da doença em longo prazo. Não há tratamento que cure a doença, mas existem recursos, como medicamentos, fisioterapias, entre outros que ajudam os portadores a se manterem produtivos e confortáveis.

Para as pessoas que são diagnosticadas com esclerose múltipla, e para quem convive com o paciente, receber e aceitar o diagnóstico é um passo importante. A recomendação é buscar informações para ter uma vida com a maior qualidade possível.

Fontes: UFPB

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Oportunidade de estudo: cursos técnicos profissionalizantes na ETA-UFAL

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sobre fundo azul marinho, em azul claro "OPORTUNIDADES DE ESTUDO". Em seguida "@GUERREIROSDAINCLUSAO". Abaixo ilustração de mulher negra sentada diante de uma mesa, usando o telefone enquanto faz anotações em um papel. Ela mira a tela do computador à sua frente.

O #IGI verificou!

Escola Técnica de Artes oferece 141 vagas gratuitas para cursos técnicos profissionalizantes.

O Processo Seletivo será 100% gratuito e virtual, com as inscrições sendo realizadas exclusivamente pelo site da Copeve.

A maior instituição pública de educação profissional e tecnológica em artes de Alagoas, a Escola Técnica de Artes da Universidade Federal de Alagoas (ETA/UFAL), está com as inscrições abertas para o Processo Seletivo do edital n°02/2021/ETA/UFAL com vagas nos cursos técnicos em Arte Dramática (40), Dança (35), Canto Erudito (6), Clarinete ou Saxofone (6), Viola ou Violino (6), Violoncelo (6), Percussão (6), Piano (6) e Produção de Moda (30). Com inscrições gratuitas, os interessados têm até o dia 16 de agosto para realizar sua inscrição.

A Seleção acontecerá em etapa única 100% virtual, através de testes teóricos e/ou práticos, por envio de vídeo ou realização de prova em plataforma on-line, dependendo do curso escolhido, no período de 24 de agosto a 06 de setembro. 

Para concorrer às vagas os candidatos (as) devem ter concluído todo o Ensino Médio, se ainda estiver cursando é necessário concluir  até o dia 18 de outubro de 2021, data de início das aulas na ETA-UFAL.

Para a homologação da inscrição, os candidatos (as) devem enviar as seguintes documentações em formato pdf ou jpg para o e-mail eta.ufal@gmail.com, são eles: 1 (um) Comprovante de Inscrição (imprimir pdf no Sistema de Inscrição da Copeve). 1 (uma) cópia do RG (digitalizado no formato pdf ou jpg). 1 (uma) cópia do Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou Equivalente ou Declaração de que irá concluir o Ensino Médio até 18 de outubro de 2021 (digitalizado no formato pdf) ou Certificado de Conclusão de Graduação. Todas as disposições estão disponíveis no edital do Processo Seletivo 2021 da ETA no site da Copeve.

A Escola Técnica de Artes (ETA) é a maior Instituição Pública Federal de educação profissional e tecnológica em artes do estado de Alagoas e está há mais de 30 anos formando profissionais capacitados para o mercado de trabalho e desenvolvendo o ensino, a pesquisa e a extensão durante toda a sua trajetória.

Contato Imprensa: 82 98849-2085

Informações: 82 3214-1614 ou eta.ufal@gmail.com

Instagram: @eta.ufal

SERVIÇO

O que: Processo Seletivo 2021 da Escola Técnica de Artes da UFAL

Período das inscrições 16 de julho a 16 de agosto de 2021

Onde: site da COPEVE www.copeve.ufal.br

Testes por vídeo para Arte Dramática, Dança ou Música:

(publicação e envio) de 24/08/2021 a 06/09/2021

Produção de Moda: Etapa única – Teste Específico – Online 30/08/2021 das 10 às 11:30.

Os resultados preliminares serão divulgados entre os dias 15 e 17 de setembro e o resultado final dia 22 de setembro. 

O início das aulas no dia 18 de outubro.

🖥️ A seleção será 100% gratuita e online!

terça-feira, 27 de julho de 2021

24 de julho - Aniversário da Lei de Cotas

 

Descrição da Imagem #ParaTodesVerem - sobre fundo branco, em rosa "24 de julho". Abaixo ilustração de mulher negra. Ela usa coque e veste roupas em tons roxo e lilás. Segura placa o de se lê "Aniversário da Lei de Cotas". No canto inferior esquerdo, a logo do Instituto Guerreiros da Inclusão.

Em 2021, a Lei de Cotas fez 30 anos. 

Essa lei estabelece que empresas com 100 ou mais empregados precisam reservar de 2% a 5% de suas vagas para contratar pessoas com deficiência.

É importante mencionar que o que denominamos "lei", em verdade é o artigo 94 da Lei n.º 8.213, de 24 de julho de 1991 - o Plano de Benefícios da Previdência Social.

A Lei de Cotas é um exemplo de ação afirmativa; uma política social. Cotas podem ser públicas ou privadas; facultativas ou obrigatórias; e não são permanentes, durante o tempo necessário para que haja a compensação histórica e o reconhecimento desse grupo de pessoas.  

Ainda estamos longe de considerar o mercado de trabalho inclusivo para as pessoas com deficiência e demais grupos de diversidade, que encontram muitos obstáculos para sua plena realização profissional. Mas, sim, já temos a comemorar.  

O Decreto Regulamentador da Lei de Cotas (Decreto n.º 3.298) é de 20 de dezembro de 1999.  E por isso a partir de 2000 vimos muitas ações, campanhas e medidas para estimular a contratação dessas pessoas.   

Em 2000, os relatórios do Ministério do Trabalho e Emprego informavam que 2,3 milhões pessoas com deficiência estavam empregadas formalmente no país. Em 2018, esse número passou para 486 milhões de pessoas, o que significa um crescimento de mais de 2000%.

As ações afirmativas para pessoas com deficiência no mercado de trabalho ainda estão longe de terem cumprido seu papel e serem consideradas desnecessárias.  Mas não há mais dúvida que elas são importantes e que são um mecanismo que nos levarão ao que almejamos: à verdadeira inclusão e à igualdade de oportunidades.

Texto de Rita Mendonça, presidenta do IGI