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sexta-feira, 28 de junho de 2024

Diretor de relacionamento institucional do IGI assume a vice-presidência do CECD/LGBT/AL


O Instituto Guerreiros da Inclusão (IGI) nasceu da luta das próprias pessoas LGBTQIAP+ por direitos. E por esta razão sempre teve protagonismo nas instâncias de participação e controle social.

Integrante da atual gestão do Conselho Estadual LGBT em Alagoas, neste mês de junho de 2024 foi eleito para a nova mesa diretora do Conselho Estadual de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais – CECD/LGBT que será responsável pela gestão da pauta em Alagoas pelo próximo ano. 

Juntamente com Messias Mendonça (na presidência) e Isaac Victor (na secretaria geral), o diretor de relacionamento institucional do IGI, Igo Nascimento, assume a vice-presidência do CECD/LGBT/AL

Para assegurar a lisura do certame, a eleição foi acompanhado pelo promotor de justiça em Alagoas, Jamyl Barbosa.

#Semudh #GovernoDeAlagoas #Alagoas #LGBTQIA+ #diversidade #ConselhoDeDireitos #MovimentoSocial

terça-feira, 11 de maio de 2021

A importância da diversidade nas empresas



Nos últimos anos, a discussão sobre inclusão e diversidade no ambiente de trabalho cresceu intensamente. Há bem mais sensibilidade para o tema, mas ainda estamos longe de ver proporcionalidade entre os quadros de pessoal das empresas e a pluralidade da sociedade brasileira. Segundo o IBGE, as pessoas negras representam mais da metade da população (56%), mas ocupam menos de 30% dos cargos de liderança em seus locais de trabalho.

Nas grandes corporações, o retrato se mostra ainda mais desigual. De acordo com uma pesquisa do Instituto Ethos com as 500 maiores empresas do Brasil, os executivos negros estão à frente de menos de 5% das posições de chefia, é ainda mais preocupante quando vamos ver a porcentagem de mulheres negras nessas posições de poder: somente 0,4% dos cargos gerenciais dessas companhias.

O enfrentamento ao racismo nas empresas precisa passar por ações afirmativas que tenham por objetivo diminuir a desigualdade e incluir profissionalmente grupos que são discriminados e excluídos das oportunidades há gerações. Tratam-se dos programas, políticas e projetos de inclusão, que buscam potencializar a força de trabalho diversa, aumentando as chances das pessoas, lamentavelmente, segregadas e que caminham a margem das oportunidades . 

A Coca-Cola, reconhecida por promover ações contra a desigualdade racial, convidou seus funcionários a dialogar sobre equidade racial no ano passado. Entre as iniciativas está a criação de um grupo de Inclusão Racial dentro do Comitê de Diversidade da empresa. A meta é fazer a Coca-Cola Brasil refletir o mercado em que está inserida, promovendo um ambiente de trabalho inclusivo, com oportunidades de crescimento pessoal e profissional para todas as pessoas. 

Em um ambiente empresarial no qual se respeita as diferenças, é comprovada a redução dos conflitos, é nítida a maior capacidade de resiliência e de superação de obstáculos . Uma pesquisa da Harvard Business revela que os conflitos são reduzidos em até 50% em relação às organizações que não investem em diversidade.

Valorizando as diferenças, há melhorias no clima organizacional, os colaboradores ficam mais criativos e liberam seus potenciais. Ainda segundo a pesquisa da Harvard Business, empresas nas quais o ambiente de diversidade é reconhecido, os funcionários estão 17% mais engajados e dispostos a irem além das suas responsabilidades. 

Então, empresas que investem fortemente em uma equipe multidisciplinar, principalmente em um país onde há uma multiplicidade de raças, religiões, etnias etc. cumprem seu papel social, incentivando uma sociedade mais igualitária.


Fontes: Bússola, Vagas, Solides

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

3 de dezembro - Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

 

Descrição da imagem #PraTodesVerem - card bege, com arestas pontilhadas em vermelho. Acima, em azul, "Dia Internacional das Pessoas com Deficiência". Ao centro, ilustração de mulher em cadeira de rodas. Usa blusa amarela, calças e sapatilhas azuis. Cabelos lisos, pretos, na altura do queixo. Tem uma das mãos na cintura e a outra apoiada na roda da cadeira. Abaixo, em azul, "@guerreirosdainclusao".

Em 1992, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 3 de dezembro como o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência.

A data tem por objetivo promover os direitos e o bem-estar das pessoas com deficiência em todas as esferas da sociedade e do desenvolvimento e aumentar a conscientização sobre a situação das pessoas com deficiência em todos os aspectos da vida: político, social, econômico e cultural.

É um dia de grande significado, pois promove a reflexão, manifestação, esclarecimento e mobilização para diversas ações referentes aos Direitos das Pessoas com Deficiência em todo o mundo.

De acordo com a ONU, aproximadamente 10% da população mundial possui algum tipo de deficiência. No Brasil, de acordo com dados do censo do IBGE 2010, existem 45,6 milhões de indivíduos que se declaram com deficiência, o que corresponde a quase 24% da população.

sexta-feira, 20 de novembro de 2020

CINCO MÚSICOS NEGROS BRASILEIROS PARA CONHECER

Hoje a dica cultural desta semana está um pouco diferente. Com a passagem do Dia da Consciência Negra, o IGI selecionou cinco artistas negros do cenário musical brasileiro para você ouvir e conhecer.




TUYO
Formada por Lay e Lio (irmãs) e Jean (namorado da Lio), esse trio dá vida ao folk futurista da Tuyo, que mescla violão, sintetizadores e letras que tocam o coração de qualquer um. Possuem dois projetos: o EP Pra doer de 2017 e o álbum Pra curar de 2018. O grupo está trabalhando em seu novo projeto, sem nome divulgado, que sairá em 2021.



BIA FERREIRA
Depois de estourar com ‘Cota não é esmola’, canção que a colocou como uma das grandes revelações da música brasileira e da luta antirracista e LGBT, Bia Ferreira lançou em 2019 seu primeiro álbum: Igreja Lebisteriana, Um Chamado. A cantora prefere se definir como ‘artivista’, usando sua arte para passar uma mensagem. Além de trazer influências do reggae, blues, soul, jazz, funk e r&b; Bia Ferreira traz a peculiaridade de pronunciar determinadas palavras acentuando a separação por sílabas.


 
CAIO PRADO
Gay assumido, Caio tem esperança que sua poesia ajude na luta contra a descriminação. Com dois projetos publicados em 2014 e 2018, o cantor também participa da banda Não Recomendados. O artista usa sua arte como um veículo de reflexão, denunciando e ajudando a superar os problemas da sociedade.



TÁSSIA REIS
A rapper paulista de 30 anos não pode ser resumida em poucas palavras. Em seu último projeto ‘Próspera’, lançado em 2019, ela apresenta uma narrativa longe do racismo e violência que acomete a história negra, sendo também um ato político. De certa forma, Tássia ocupa uma corrente de artistas afrodescentes que querem mostrar ao mundo que a população negra descende de uma história rica, próspera e que também precisa de autocuidado.



MAHMUNDI
Marcela Vale, conhecida como Mahmundi, flerta com a música eletrônica, indie, e lo-fi. Desde seus 19 anos a jovem sonhava em ser guitarrista e produtora, chegou a participar de uma banda e técnica de áudio no famoso Circo Voador. Em 2020, lançou seu mais recente projeto Mundo Novo, que traz uma nova aparência para suas músicas.


Gostou? Não esqueça de levar essa publicação para outras pessoas! 










terça-feira, 27 de outubro de 2020

Programa de Jovens Mobilizadoras

 

Conhece alguma menina que quer mudar o mundo? Então se liga aqui! <3 O Nossas abriu hoje as inscrições para o seu Programa de Jovens Mobilizadoras, uma formação de 6 semanas, online e gratuita, em ativismo e mobilização social. Serão selecionadas até 100 meninas de 14 a 18 anos, com prioridade para as estudantes de escolas públicas. E pode ser de qualquer lugar do Brasil :) Ao longo de 6 semanas, as selecionadas passarão por uma imersão no universo de construção de campanhas de mobilização, desde a concepção da narrativa até o seu lançamento público! Se você conhece alguma uma menina que se encaixa nesse perfil e quer colocar a mão na massa criando campanhas de impacto para mudar o mundo, manda o link para ela logo que as inscrições só vão até o dia 30 de outubro!

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Direito Humano à Informação - IGI compartilha a segunda edição do Boletim ACESSO LIVRE

 Lançada segunda edição do Boletim ACESSO LIVRE

Já está disponível a segunda edição do Boletim Informativo ACESSO LIVRE.

O ACESSO LIVRE é novo boletim periódico do Núcleo de Direitos Humanos do escritório Barbosa & Dias Advogados Associados.

Nesta edição:
•    A sustentável leveza da inclusão
•    Por que as empresas descumprem tanto a Lei de Cotas

A curadoria de conteúdo do ACESSO LIVRE é realizada pela competentíssima socióloga Marta Gil, especialista em direitos das pessoas com deficiência e suas interfaces, e também Coordenadora Executiva do Amankay.

Leia aqui a íntegra do Boletim ACESSO LIVRE. 

#DireitosHumanos

#DireitoàComunicação

#DireitoàInformação

#Acessibilidade

#InstitutoGuerreirosdaInclusão

#IGI

segunda-feira, 20 de julho de 2020

Seleção para a prestação de consultoria individual na criação de mecanismos de comunicação e incentivo à participação de entidades representativas de pessoas com deficiência e conselhos dos direitos das pessoas com deficiência em políticas públicas

Edital publicado, nesta quinta-feira (16), oferta oportunidade aos interessados em participar da seleção para a prestação de consultoria individual na criação de mecanismos de comunicação e incentivo à participação de entidades representativas de pessoas com deficiência e conselhos dos direitos das pessoas com deficiência em políticas públicas.

O edital atende à demanda da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SNDPD) e a contratação para o projeto será por meio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Os currículos devem ser encaminhados para o e-mail editais.sndpd@mdh.gov.br com o assunto: PROJETO PNUD BRA 18/008 – Edital 03/2020. O prazo de inscrições vai até o dia 22 de julho.

Os candidatos devem ter mestrado completo em instituição de educação, devidamente reconhecida pelo Ministério da Educação, em Direito, Ciências Sociais, Comunicação Social, Relações Públicas, Políticas Públicas ou Direitos Humanos.

Além disso, é exigida experiência profissional comprovada de, no mínimo, três anos em temas relacionados a políticas públicas, relações governamentais, advocacy ou comunicação entre sociedade civil e poder público.

Outras informações podem ser obtidas no edital do certame.

Clique aqui para acessar o edital na íntegra.

Para dúvidas e mais informações:
pessoacomdeficiencia@mdh.gov.br

Atendimento exclusivo à imprensa:
Assessoria de Comunicação Social do MMFDH
(61) 99558-9277

domingo, 14 de junho de 2020

Vidas Negras e Representatividade

Descrição da imagem #pracegover #pratodosverem #pratodxsverem #descreviparavocê :Foto de rosto de menina negra apoiado sobre suas mãos. Seus cabelos são escuros e cachados; seus olhos estão cobertos por tarja preta. Ela sorri.
"Era menina, pré-adolescente, e lia nas revistas que para ter cabelo com brilho teria que dar 100 escovadelas antes de dormir. Com paciência e lágrima nos olhos, realizava o ritual sem perceber que quebrava os fios do meu cabelo crespo na esperança de que com insistência ele ficaria como prometido. De manhã, mais lágrimas e frustração" (relato de mulher que por sua pele menos retinta só se descobri negra quando adulta).
#RepresentatividadeImporta #VidasNegrasImportam #Asolidãodamulhernegra #InstitutoGuerreirosdaInclusão #IGI 
Foto: site Canva

sábado, 25 de abril de 2020

Oportunidades de trabalho conectadas com a inclusão

Estamos sempre atentos às oportunidades de aperfeiçoamento e de trabalho conectadas como nosso compromisso de inclusão.

Sempre que possível, faremos divulgação dessas oportunidades, tendo por foco o estado de Alagoas, onde estamos sediados.  

São resultado de pesquisa cuidadosa, afastando possibilidades de fake news, mas não temos ligação com as empresas recrutadoras. 

Para maiores informações é preciso entrar em contato diretamente, no e-mail ou telefone que sempre segue a notícia.

Nosso compromisso é em divulgar vagas decorrentes da lei de cotas ou de qualquer outra política afirmativa que gerem igualdade de oportunidade, enfrentado as discriminações por gênero, raça, geração, diversidade sexual e deficiência, entre outras. 

#InstitutoGuerreirosdaInclusão
#IGI 
#oportunidadesdetrabalhoconectadascomainclusão
#SoluçõesHumanitariasAcessíveisAfetivasColaborativasIgualitáriasInclusivasSustentáveis


*ANALISTA DE PROJETOS SOCIAIS*

Requisitos: Ensino superior completo na área de humanas e atuação no terceiro setor. Pós graduação e gestão de projetos. Experiência e atuação com programas e projetos sociais.

Atividades: Elaborar e acompanhar programas e projetos sociais. Realizar levantamento de necessidades, fazer planejamento e acompanhamento de cronogramas de atividades / eventos. Realizar parceiras com instituições para desenvolvimento de projetos. Programar, estruturar e realizar eventos institucionais, ligado aos projetos sociais.

Salário: a combinar

Carga horária: segunda-feira a quinta-feira das 07h as 17h, sexta-feira das 07h as 16h.

Interessados enviar currículo para:
selecaoal.talentos@gmail.com

terça-feira, 31 de março de 2020

UNAIDS apoia decisão de realizar virtualmente a 23ª Conferência Internacional de AIDS

Todas as pessoas que vivem com HIV devem tomar medidas preventivas recomendadas para minimizar exposição e prevenir a infecção pelo novo coronavírus.

O UNAIDS apoiou a decisão de a Sociedade Internacional de AIDS (conhecida pela sigla em inglês IAS, de International AIDS Society) realizar, de forma virtual, a 23ª Conferência Internacional de AIDS (AIDS 2020) em julho e espera que as principais redes de populações-chave que organizam o evento HIV2020 também possam encontrar uma solução alternativa para a sua realização.

No auge da pandemia da COVID-19, a realização virtual da AIDS 2020 permitirá que os participantes tenham acesso e se envolvam com as mais recentes descobertas científicas, ações de advocacy e conhecimentos sobre o HIV – de uma forma totalmente segura.

Os organizadores da HIV2020, uma conferência que deveria ser realizada no México, a fim de fornecer uma alternativa segura para pessoas que não podem ou não gostariam de viajar para os Estados Unidos, cancelaram a conferência e estão analisando formas alternativas após o Governo do México ter suspendido grandes eventos no país.

A ‘AIDS 2020: Virtual’ permitirá que os participantes interajam através de sessões virtuais, satélites, exposições, arquivos virtuais de áudio e redes interativas da comunidade de qualquer lugar do mundo.

Para ler a matéria completa, clique aqui.

domingo, 8 de março de 2020

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Descrição da imagem #pracegover #pratodosverem #pratodxsverem #descreviparavocê: imagem do perfil, em branco e preto, de mulher negra com brincos grandes, turbante e uma guia (colar representativo de orixá, que é a divindade do candomblé). Abaixo, em letras brancas, "Metade do mundo são mulheres. A outra metade os filhos dela." Fim da descrição.

domingo, 10 de junho de 2018

Essa Coca-Cola é Fanta. E daí?


O Instituto Guerreiros da Inclusão  (IGI) combate toda forma de discriminação e preconceito em razão de orientação sexual ou identidade de gênero.

Direitos e Dignidade Humana para TOD@S sem exceção!

Descrição da imagem #pracegover : sob uma mesa de madeira há um copo descartável cheio de líquido laranja. Ao lado, uma coca-cola em lata onde se encontra escrito na cor branca e em caixa alta " ESSA COCA-COLA É FANTA. E DAÍ?". Ao fundo, fora do foco, livros, cadernos, canetas e outros itens de escrivaninha.

#InstitutoGuerreirosdaInclusão
#IGI
#vocênãoprecisaserhomossexualparasercontraahomofobia
#vocênãoprecisaserLGBTparasercontraaLGBTfobia
#livreseiguais
#DireitoseDignidadeHumana

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Dia Internacional de Combate à LGBTfobia


Sobre ontem, 17 de maio: Dia Internacional de Combate à LGBTfobia.

Descrição da imagem #pracegover: letras pretas em caixa alta no fundo branco SE NÃO TE DIZ RESPEITO, NÃO SE META.

#InstitutoGuerreirosdaInclusão #IGI 
#17demaio
#DiaInternacionaldeCombateàHomofobia
#DiaInternacionaldeCombateàLGBTfobia


domingo, 3 de dezembro de 2017

Mulheres negras são a principal vítima do HPV, segundo pesquisa do Ministério da Sáude



Dados preliminares de pesquisa realizada pelo#MinistériodaSaúde nas 26 capitais e no Distrito Federal alertam para o alto índice de #HPV entre jovens, principalmente #mulheresnegras.



Das mais de 7,5 mil pessoas participantes da pesquisa, 2.669 realizaram teste de HPV. Destas, 54,6% apresentaram resultado positivo e 38,4% apresentaram HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer.

O estudo indicou ainda que 16,1% dos jovens têm uma Infecção Sexualmente Transmissível (#IST) prévia ou apresentaram resultado positivo no teste rápido para #HIV ou #sífilis. 

Os dados finais desta pesquisa serão disponibilizados em abril de 2018.

Descrição da imagem #pracegover: uma camisinha de látex repousa sobre sua embalagem metálica rasgada.

sábado, 16 de julho de 2016

QUAL É MESMO O SEU NOME? (Pelo direito ao uso do nome social)

QUAL É MESMO O SEU NOME?
(Pelo direito ao uso do nome social)
Rita Mendonça*

Dia 28 de junho é o Dia Internacional contra a Homofobia. 
Um diferencial neste ano de 2016 em nosso país, que ocorreu em razão desta data, foram os vários órgãos e entidades que durante o mês regulamentaram em seus estabelecimentos o uso do nome social por travestis e transexuais. 
Desde o final da década de 1980 o direito ao uso do nome social vem sendo uma conquista em países do Hemisfério Norte. No Brasil, o primeiro órgão público que regulamentou o direito ao uso do nome social foi a Universidade Federal do Amapá em idos de 2009.
Mas o que é mesmo o nome social?  E por que se diz que ele confere dignidade às pessoas?
Nome social é o nome pelo qual somos conhecidos e preferimos ser chamados, e que quase sempre difere do nome que consta de nosso registro civil.
Você sabe quem é Wesley Oliveira da Silva? Não? Mas sabe quem é Wesley Safadão, não é? Sabe quem é Maria das Graças? Ah, esse nome é comum e tem muitas. E Xuxa?  Você sabe quem é? Sabe quem é Stefani Joanne? E Lady Gaga, você sabe?
Para essas pessoas o nome pelo qual são identificadas integra o seu patrimônio.  São sua riqueza e muitas vezes chega a ser um legado, como é o caso de filhos de pessoas do meio artístico, cultural e político que pretendem prosseguir na mesma carreira de seus pais, e que herdam a força e credibilidade que o nome social carrega.
Até aí, tudo bem, não é mesmo?  Então porque ficamos tão incomodados quando o nome social integra o patrimônio de uma pessoa transexual ou travesti?   
Você sabe que é Astolfo Pinto? Não? Mas com certeza sabe quem é o travesti Rogéria. Sabe quem é Luiz Roberto Gambini?  Mas sabe que é a mulher trans Roberta Close.
Por mais que ainda nos soe estranho, na definição do sexo precisamos levar em consideração não apenas as características anatômicas, mas também os fatores psicológicos, biológicos e culturais que nos identificam.  No caso das pessoas trans ou travestis o nome social normalmente leva esses fatores em consideração e por esta razão confere dignidade, respeita a liberdade de escolha e fortalece a luta contra a discriminação. 
É importante mencionarmos que até mesmo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) já é possível submeter-se, com sucesso, à cirurgia e tratamento médico para ajuste e redesignação sexual.
E se chegamos a esse nível de compreensão e de resposta para os fenômenos de gênero, não há porque nos opor ao uso do nome social para pessoas trans e travestis (salientando que nome social não significa mudança em cartório de nome do registro civil de nascimento).
Imagine alguém cujo nome de registro corresponde apenas à sua genitália, ser anunciado em ambiente sem que este nome em nada remeta ao verdadeiro gênero com o qual se identifica e se apresenta socialmente.   Isto pode levar a constrangimentos desnecessários, com exposição da intimidade e da vida privada (que são protegidas pela nossa Constituição), o que nos fere em nossa dignidade.  E dignidade é fundamental para o exercício da cidadania e para fruição dos direitos humanos.
Não se trata de aceitar ou não a diversidade de gênero.  Ela existe em nossa sociedade, ainda que muitos de nós não se sintam bem com essa realidade. 
Respeitar as escolhas e as diferenças das pessoas deveria ser uma característica de nossa humanidade e de nossa necessidade de evolução. Apegar-nos a velhos conceitos que não mais correspondem ao indivíduo de referência de nosso tempo somente alimenta o medo e a violência que em nada contribuem para a vida digna e satisfatória que almejamos e merecemos.


* é advogada, especialistas em Educação em Direitos Humanos, Diversidade, Gestão de Políticas Públicas de Gênero e Raça, Participação Democrática, República e Movimentos Sociais.  É Diretora Jurídica e de Diversidade da Associação Brasileira de Recursos Humanos – Seccional Alagoas (ABRHAL) e Superintendente de Direitos Humanos e Igualdade Racial do Estado de Alagoas.