quinta-feira, 29 de abril de 2021

Curso de Proteção Social pelo FDR

 

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sobre fundo azul marinho, em azul claro "OPORTUNIDADES DE ESTUDO". Em seguida "@GUERREIROSDAINCLUSAO". Abaixo ilustração de mulher negra sentada diante de uma mesa, usando o telefone enquanto faz anotações em um papel. Ela mira a tela do computador à sua frente.

O #IGI verificou!

O Curso Proteção Social aborda temas como direitos humanos, cidadania e políticas públicas, enfrentamento de vulnerabilidades e riscos sociais, igualdade racial, segurança alimentar, igualdade de gênero, protagonismo das pessoas com deficiência.

O objetivo é desenvolver o olhar crítico para essas questões, já que requerem o protagonismo da sociedade em geral e de cada cidadão em particular. 

Para isso, dispõe ao cursista uma série de conteúdos técnicos com a finalidade de aprofundar o conhecimento sobre as temáticas e as políticas públicas no âmbito da proteção social.

O curso é dividido em 12 módulos, na modalidade EAD, com 120 (cento e vinte) horas e você pode se inscrever clicando aqui!

terça-feira, 27 de abril de 2021

27 de abril - Dia da Empregada Doméstica

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sobre fundo cinza, ao centro, duas esferas em tons de azul. Na menor, acima e á direita, se lê em branco "27 de abril". Na segunda, maior e mais ao centro, ilustração de mulher com uniforme de empregada doméstica. Em seguida, "Dia da Empregada Doméstica". Abaixo, "@GUERREIROSDAINCLUSAO". O card tem algumas figuras geométricas em tons de azul nas bordas.

No dia 27 de abril é celebrado o Dia da Empregada Doméstica. A data homenageia Santa Zita, que morreu neste dia. Zita é padroeira da categoria, já que trabalhou como empregada doméstica para uma família, desde seus 12 anos de idade, na cidade de Lucca, na Itália. Ela era conhecida por ser muito generosa com os pobres, tirando sempre do seu dinheiro para atender a quem lhe pedia ajuda. Após sua morte, foi declarada como “Santa das Empregadas Domésticas” pelo Papa Pio XII.

A partir de 2013, com a aprovação da PEC das Domésticas, houve um grande avanço no reconhecimento dos direitos da classe. Muitas injustiças foram corrigidas, e os domésticos foram colocados em pé de igualdade com os demais trabalhadores. Apesar disso, ainda há muito a conquistar, e algumas situações precisam ser reconhecidas.

Essa PEC é de autoria da Deputada Benedita da Silva, que inclusive foi empregada doméstica desde sua infância, e iniciou sua trajetória política justamente defendendo essa categoria. 

Apesar de previstos na Constituição, muitos empregados domésticos ainda são contratados informalmente, o que os deixa vulneráveis. Esse retrocesso se intensificou com a pandemia da Covid-19, o que é preocupante e requer medidas para que não aconteçam retrocessos.

Em 2019, um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), concluiu que o trabalho doméstico remunerado ainda é caracterizado por uma atividade precária, com baixos rendimentos, baixa proteção social, discriminação e até assédio (moral e sexual). Mais de 6 milhões de brasileiros dedicam-se a esses serviços como mensalistas, diaristas, babás, cuidadoras, motoristas, jardineiros ou quaisquer outros profissionais contratados para cuidar dos domicílios e da família de seus empregadores. Desse total, 92% são mulheres – em sua maioria negras, de baixa escolaridade e oriundas de famílias de baixa renda. 

Fontes: Ipea, Lalabee, Ebiografia, Constituição

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Dica Cultural da Semana: O Som do Silêncio

 

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sobre fundo roxo, em letras vazadas, repetido 5 vezes "DICA CULTURAL DA SEMANA". Na última, a letra negritada. Em seguida, ilustração de barra de carregamento escrito "LOADING (carregando em inglês)". Ao final, "@GUERREIROSDAINCLUSAO"
Descrição da imagem #ParaTodesVerem - Sobre fundo lilás, acima, uma pincelada em degradê (azul, roxo e rosa), e por cima escrito "O SOM DO SILÊNCIO". Abaixo uma foto do pôster do filme. Ao final, "@GUERREIROSDAINCLUSAO"

Em O Som do Silêncio, acompanhamos um casal de músicos apaixonados pelo heavy metal e viajam pelos Estados Unidos fazendo shows. Ruben (Riz Ahmed) e Lou (Olivia Cooke) têm um estilo de vida agitado, que é interrompido quando uma repentina perda de audição acomete Ruben. A partir daí a trama conta com todo o drama em volta da surdez do protagonista e como ele lida com isso. Acompanhamos esse intenso processo, passando por várias etapas desde a não aceitação, pela necessidade de adaptação até a fuga da realidade. 

O filme busca, também, e traz destaque aos momentos em que Ruben se junta a comunidade surda, comandada por Joe (Paul Raci) que perdeu a audição na Guerra do Vietnã. A maioria dos atores da comunidade surda são realmente pessoas surdas. Além disso, Paul Raci é filho de pais surdos, tornando sua performance ainda mais delicada e emocionante.

O longa traz não somente uma experiência visual, como também sonora. Com indicações ao Oscar de Melhor Som e Melhor Edição, o filme nos leva a uma realidade onde nos conectamos com o personagem pela audição, ouvindo ruídos abafados, vibrações e até mesmo, o completo silêncio.

O filme está disponível na Amazon Prime Video.

segunda-feira, 19 de abril de 2021

19 de abril - Dia do índio

 

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sobre fundo bege, em letras marrons "19 de abril - Dia do índio". Abaixo imagem de indígenas com seus trajes cerimoniais, arcos e flechas. Ao fundo, céu azul com nuvens. Em seguida "@guerreirosdainclusao"

No dia 19 de abril é comemorado anualmente o Dia do Índio. A data remete ao dia em que representantes de várias etnias de países como Chile e México reuniram-se, em 1940, no Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Essa reunião tinha propósito de discutir várias pautas a respeito da situação dos povos indígenas após séculos de colonização 

O Primeiro Congresso Indigenista Interamericano serviu como agenda programática para essas políticas públicas. Uma das decisões tomadas foi a escolha do dia em que ocorreu o congresso como o Dia do Índio. A partir do ano seguinte, vários países do continente americano passaram a incluir em seus calendários o 19 de abril como dia de homenagem aos povos nativos ou indígenas.

No caso do Brasil, o Dia do Índio foi instituído via decreto-lei, em 1943, pelo então presidente Getúlio Vargas.

A celebração do Dia do Índio tem como propósito também a preservação da memória e a reflexão crítica nas universidades, escolas e demais instituições semelhantes sobre o passado da relação de dominação e conquista das civilizações europeias no continente americano.

Além disso, a data é importante para salientar a urgente necessidade de enxergar a população indígena como parte da sociedade brasileira, que também tem direito a boa qualidade de vida, com políticas públicas voltadas para a melhoria dessas comunidades tão marginalizadas.

Segundo o escritor Daniel Munduruku, há dois conceitos no imaginário da sociedade brasileira intrínsecos ao termo "índio": o olhar romântico, do "índio" que vive no meio do mato, e o aspecto ideológico que considera que "índios são preguiçosos e atrasam o progresso". Esse imaginário, fruto do pensamento ocidental e colonizador, criou um achatamento da riqueza cultural brasileira.

O autor afirma: Quando a gente chama alguém de índio, não ofende só uma pessoa, ofende culturas que existem há milhares de anos. Esse olhar linear empobrece nossa experiência de humanidade. 

Munduruku também criticou o uso da palavra "tribo" para se referir às aldeias e etnias, já que ela significa apenas um pedaço de um povo. Daniel defende o uso da palavra indígena, que significa "nativo", sendo esse então o termo atual mais adequado de tratamento.


Fontes: Brasil Escola

Nonada

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Dica Cultural da Semana: M-8 - Quando a Morte Socorre a Vida

 

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sobre fundo roxo, em letras vazadas, repetido 5 vezes "DICA CULTURAL DA SEMANA". Na última, a letra negritada. Em seguida, ilustração de barra de carregamento escrito "LOADING (carregando em inglês)". Ao final, "@GUERREIROSDAINCLUSAO"
Descrição da imagem #ParaTodesVerem - Sobre fundo lilás, acima, uma pincelada em degradê (azul, roxo e rosa), e por cima escrito "M8 - QUANDO A MORTE SOCORRE A VIDA". Abaixo uma foto do pôster do filme. Ao final, "@GUERREIROSDAINCLUSAO"

M-8 - Quando a Morte Socorre a Vida conta a história de Maurício (Juan Paiva), um jovem negro da periferia que ingressa na faculdade de medicina por meio de cotas. Ele vai passar a ter sonhos e alucinações com o cadáver M8, sem identificação e disponível para estudo na aula de anatomia, e tentará descobrir sua origem. 

O longa usa de seu mistério central para tratar sobre o racismo, assunto ainda tão presente no Brasil e no mundo. 

O diretor (Jeferson De) insere o protagonista em um ambiente extremamente elitista e branco, onde os negros são vistos como subordinados ou objetos de estudo. 

A obra é carregada de verdades que maioria da sociedade não quer enxergar e deve gerar alguma reflexão no espectador. O filme é um retrato de um estado falho de políticas públicas que não escondem o preconceito. 

O M-8 são os milhares de jovens da favela que desaparecem e são mortos todos os dias sem que ninguém jamais saiba de seus destinos.

O filme está disponível na Netflix.