terça-feira, 8 de novembro de 2022

Acessibilidade nas cidades: quais os desafios?

Descrição da imagem #ParaTodesVerem – Sob fundo branco, em azul, “Acessibilidade nas cidades: quais os desafios?”  Centralizado, ilustração de mulher com capacete de construção civil, apontando para uma placa com o símbolo de acessibilidade (pessoa sentada em cadeira de rodas). Abaixo, a direita: Leia a legenda! Abaixo, a logo do IGI em azul e vermelho. 


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 45,6 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência, o que corresponde a 23,91% da população brasileira, sendo 18,60% de pessoas com deficiência visual, 5,10% de pessoas com deficiências auditivas, 7% de pessoas com deficiências físicas e 1,40% de pessoas com deficiência intelectual e ainda assim nenhuma cidade no Brasil é plenamente acessível.

Mobilidade não se trata apenas de transporte, mas também de todo um planejamento que propicia o deslocamento para todas as pessoas. E são justamente esses os vilões para as Pessoas com Deficiência no país. Ruas esburacadas, rampas destruídas ou inacabadas, calçadas sem espaço algum para cadeirantes em vias de grande movimento, banheiros sem adaptações, estabelecimentos sem elevadores, pontos de ônibus e estações de metrô sem estrutura alguma entre outras problemáticas. Isso faz com que essa parcela da população necessite da ajuda de outras pessoas para realizar atividades diárias, levando ainda um tempo maior do que o habitual se as coisas fossem adaptadas para elas e tirando a independência que merecem.
 
Não obstante o descaso das autoridades, há também o descaso de parte da própria população, quando há um local destinado para pessoas com deficiência, por exemplo, que é ocupado por alguém sem deficiência alguma.
 
Os principais desafios para as pessoas com deficiência no meio urbano
Transporte público
Mesmo com isenções fiscais para compra de carros adaptados, muitas pessoas com deficiência não podem arcar com os custos de ter um veículo, ficando reféns de um transporte público sem recursos de acessibilidade ou com recursos insuficientes. Algumas cidades já contam com frotas de ônibus acessíveis, mas ainda falta muito para assegurar uma acessibilidade plena.

Vagas nos estacionamentos 
Sem vagas preferenciais demarcadas, fica impossível para as pessoas com deficiência realizarem tarefas corriqueiras, principalmente quando se leva em conta que muitas vezes essas vagas são ocupadas irregularmente por outras pessoas. A lei assegura que as vagas preferenciais devem sempre estar mais próximas à entrada do estabelecimento. Condutores com deficiência devem se cadastrar no DETRAN local para que o carro seja identificado com um adesivo.
 
Direito ao lazer
O acesso ao lazer é um direito básico e fundamental assegurado pela Constituição. Já existem políticas de incentivo fiscal em algumas cidades, para que os estabelecimentos façam adaptações de mobilidade, como remoção de escadas e implantação de rampas ou elevadores. Dificilmente vemos hotéis, cinemas, teatros, restaurantes entre outros com tais estruturas. Por isso, é importante procurar por resenhas online e informações a respeito do local.
 
Direito de exercer a cidadania
A Justiça Eleitoral tem feito um esforço considerável para criar condições que propiciem a acessibilidade nas zonas eleitorais, como dar preferências às salas no térreo para pessoas com deficiência. O direito ao voto é um dos aspectos mais básicos da vida em sociedade, porém só agora começou a haver investimento na questão das pessoas com deficiência.
 
Já avançamos bastante, mas ainda não chegamos lá 
São séculos de descriminação, então a jornada é longa, esse ritmo precisa ser potencializado por meio de ações sistêmicas e contínuas. Em cidades menores, por exemplo, é raro ver um local que possua qualquer tipo de acessibilidade, muitas vezes por motivos de pouco orçamento para infraestrutura, além da falta de informação por parte das próprias pessoas com deficiência. Pontos turísticos e estabelecimentos privados possuem a obrigação e tem que ser construídos respeitando as normas de acessibilidade, tornando todos os espaços públicos inclusivos.

O Instituto Guerreiros da Inclusão participou do evento da Onu Habitat 2022 e se aprofundou ainda mais no assunto no youtube, é só clicar no link para assistir!

terça-feira, 25 de outubro de 2022

Evento Circuito Urbano 2022: Emergências, catástrofes e desastres: e as pessoas com deficiência?

Descrição da imagem #pratodesverem - sob fundo branco, em letras azuis, "ONU HABITAT, por um futuro urbano melhor, 27 de outubro, 16h - horário de Brasília". Em letras rosa escuro, "Emergências, catástrofes e desastres: e as pessoas com deficiência?". Em seguida, a logo do Circuito Urbano 2022.  Abaixo, fotos de perfil de Cid Torquato, CEO Icom; Regina Atalla, jornalista e ativista; Marta Gil, coordenadora executiva Amankay; Joelson Dias, advogado e sócio do Escritório Barbosa e Dias; Rita Mendonça, Presidenta do Instituto Guerreiros da Inclusão (IGI).  Por fim, as logos dos parceiros na realização do evento: IGI, Amankay, B&D e Icom.

O Instituto Guerreiros da Inclusão (IGI), em parceria com o Instituto de Estudos e Pesquisas Amankay e o Escritório Barbosa e Dias, está participando do Circuito Urbano 2022, do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), agência das Nações Unidas responsável por promover o desenvolvimento urbano sustentável e inclusivo para todos e todas, e #nãodeixarninguémparatrás.

Participe do bate-papo sobre o resgate de pessoas com deficiência em situações de emergência, catástrofes e conflitos, que será realizado no dia 27 de outubro, às 16h, pelo canal de youtube do ONU Habitat clicando no link.

Haverá interpretação em Libras (Língua Brasileira de Sinais) realizada pela Central de Interpretação em Libras Icom.  Não é necessário inscrição prévia.
 

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Evento Circuito Urbano 2022: Pessoas com Deficiência e as cidades - a sustentável leveza do lazer

Descrição da imagem #pratodesverem - sob fundo rosa, em letras brancas, "ONU HABITAT, por um futuro urbano melhor, 11 de outubro, 11h - horário de Brasília". Em letras laranja, "Pessoas com deficiência e as cidades - a sustentável leveza do lazer". Em seguida, a logo do Circuito Urbano 2022.  Abaixo, fotos de perfil de Ricardo Shimosakai, consultor de acessibilidade, inclusão e turismo; Rô Barqueiro, psicóloga e áudio-descritora da Laramara; Marta Almeida Gil, coordenadora Executiva do Instituto de Estudos e Pesquisas Amankay; Joelson Dias, Escritório Barbosa e Dias Advogados Associados (B&D); Rita Mendonça, Presidenta do Instituto Guerreiros da Inclusão (IGI). Por fim, as logos dos parceiros na realização do evento: IGI, Amankay, B&D, Ricardo Shimosakai, Laramara, Entre Rodas e Icom.

O Instituto Guerreiros da Inclusão (IGI), em parceria com o Instituto de Estudos e Pesquisas Amankay e o Escritório Barbosa e Dias, está participando do Circuito Urbano 2022, do Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat), agência das Nações Unidas responsável por promover o desenvolvimento urbano sustentável e inclusivo para todos e todas, e #nãodeixarninguémparatrás.

Participe do bate-papo sobre o acesso das pessoas com deficiência aos espaços de lazer nas cidades, que será realizado no dia 11 de outubro, às 11h, pelo canal de youtube do ONU Habitat:  https://www.youtube.com/watch?v=EzQz5MeAAFA

Haverá interpretação em Libras (Língua Brasileira de Sinais) realizada pela Central de Interpretação em Libras Icom. Não é necessário inscrição prévia.

Descrição da imagem #pratodesverem - sob fundo branco, em letras azuis, "ONU HABITAT, por um futuro urbano melhor, 11 de outubro, 11h - horário de Brasília". Em letras rosa escuro, "Pessoas com deficiência e as cidades - a sustentável leveza do lazer". Em seguida, a logo do Circuito Urbano 2022.  Abaixo, fotos de perfil de Ricardo Shimosakai, consultor de acessibilidade, inclusão e turismo; Rô Barqueiro, psicóloga e áudio-descritora da LaramaraMarta Almeida Gil, coordenadora Executiva do Instituto de Estudos e Pesquisas Amankay; Joelson Dias, Escritório Barbosa e Dias Advogados Associados (B&D); Rita Mendonça, Presidenta do Instituto Guerreiros da Inclusão (IGI). Por fim, as logos dos parceiros na realização do evento: IGI, Amankay, B&D, Ricardo Shimosakai, Laramara, Entre Rodas e Icom.


sexta-feira, 12 de agosto de 2022

12 de agosto - Dia Internacional da Juventude

12 de agosto é o Dia Internacional da Juventude, instituído em 1999 pela resolução 54/120 da Assembleia Geral das Organização das Nações Unidas (ONU) e recomendado pela Conferência Mundial dos Ministros da Juventude. A data foi criada para chamar a atenção para as principais dificuldades enfrentadas pelos jovens e ajudar a buscar soluções.   

É uma oportunidade para celebrar as opiniões e iniciativas dos jovens em uma escala global. Hoje, os jovens desempenham um papel crucial para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e outras estruturas relacionadas.   

  

Neste dia, é importante refletir sobre as dificuldades que alguns jovens estão enfrentando em todo o mundo. Metade das crianças com idades entre 6 e 13 anos não tem habilidades de leitura e matemática, e a pobreza infantil ainda é um problema prevalente em todo o mundo.  Isso faz com que as pessoas cheguem à juventude e à idade para o trabalho sem as qualificações mínimas necessárias ao seu ingresso e desenvolvimento no mundo do trabalho.  

  

É uma data de reflexão, mas também de ação. É uma iniciativa que visa valoriza as características dos jovens, reconhece os desafios enfrentados por eles e valoriza a importância da juventude para o desenvolvimento sustentável e inclusivo. 

segunda-feira, 16 de maio de 2022

13/05 - Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo

Descrição da imagem #ParaTodesVerem - sob fundo amarelo, à direita: ilustração de mulher negra com braço esquerdo para cima e punho fechado. Na mão direita, um megafone direcionado à boca. A esquerda: "13 DE MARÇO: Dia Nacional de denúncia contra o racismo. Vidas negras importam!". No topo: "@guerreirosdainclusao"

Essa sexta, dia 13 de maio, foi aniversário da abolição da escravidão, ocorrida em 1888, e também uma data considerada como Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo. Por anos, a data foi considerada comemorativa, entretanto, a realidade enfrentada por negros e negras, após a sua liberdade, foi oposta a uma comemoração. A abolição da escravatura tentou invisibilizar o grande dano que a escravidão representou e também buscou branquear a população brasileira por meio da imigração de pessoas trabalhadoras vindas da Europa.

A maior prova de que a abolição é um fato incompleto – e das mazelas pela quais passam a população negra – é o que a pandemia da Covid-19 tem evidenciado: agravamento das desigualdades econômicas e sociais, deixando claro o abismo entre pessoas negras e brancas. Tudo isso vem sendo piorado, nesses últimos anos, com o agravamento da crise econômica e política, além da precarização das relações de trabalho.  

O que estamos assistindo hoje é o resultado dessa triste construção histórica. E, é lamentável perceber que no contexto da pandemia, quem mais sofreu as consequências foi a população negra e periférica.

É importante não esquecer que foram mais de 300 anos de escravização das pessoas negras africanas, contra apenas 133 anos de uma falsa libertação. Esta data deve ser lembrada como mais um dia de reflexão, e não como uma data comemorativa. A escravidão trouxe consigo as mazelas do racismo, que reflete até hoje nas taxas de desemprego, na vulnerabilidade, nos altos índices de morte, no flagelo e na violência que negros e negras continuam enfrentando.

Racismo é crime. Denuncie! Disque 100.